Sou ignorado como um ariano em momentos de raiva.
Eu estou fora da sua jaula metálica há uma década.
Eu me afastei do repulsivo ninho pendurado da sacada.
Eu gostaria de beber sua febre quando você fica pálida.
Calma. Eu tenho um velho prazer.
Um crédito com o seu caro devaneio.
Tulipas sugadoras de ervas me lembram alguém.
Me corto com unhas de duendes e pele de idoso.
Hímen intacto da Senhorita. Sorte de ninguém.
Faça ressurgir a serpente e destrua o osso.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
A perfeição eterna de Deus
É difícil encontrar a Verdade.
Quando a encontramos
É difícil de entender.
A perfeição eterna de Deus
É buscada através do amor.
A união de seres.
Preservação da espécie.
Busca de um patamar superior.
As raízes da criatividade
Em um impulso do inconsciente.
O que amo, odeio, desprezo
E me orgulho na tela do céu.
O que não crê não ama.
Ame demais e encontre
O fim de todas as coisas.
Fim.
domingo, 21 de setembro de 2014
Purgatório
A angústia da idade rende.
Entediado e agora velho.
Juízes da sanidade alheia
Julgam o que julgam certo.
Se eu permaneço em silêncio,
Então guardo o que tenho.
Uma dívida em tenso segredo.
Um que revela o meu medo.
Sumir entre as nuvens.
O barulho incomoda.
O tecido se rompe a cada dia.
Se rompe ainda mais rápido.
Eu tento parar de pensar,
Mas desisto e me torno pálido.
Saiba que não quero morrer
E estou pronto para perdoar.
Todos os imaginados diálogos
Já foram lançados ao ar.
Sumir entre as nuvens.
O barulho incomoda.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Poliana em coma
Entre a rotina e a explosão,
Poliana prefere a não ação.
Total liberdade para se calar.
Uma estrela iluminada no ar.
Brilho crônico sem remissão,
Poliana sobrevive à pressão.
Querem a sujeira modelar
Sem escrúpulos de limpar.
Tédio, tédio, tédio, tédio.
Grita Poliana.
Marciana entre os normais.
Sem escrúpulos de animais.
Ela não tem medo do futuro
Porque ficou presa no passado.
Desastre emotivo inebriante.
Um mistério transparente.
Poliana odeia as pessoas.
Poliana odeia gente.
Quem irá animá-la
Neste deserto?
O dia ou a noite?
A respiração ou o silencio?
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Batismo
Mar de anestesia.
Dê-me um navio
Para cruzar
Essas ondas.
O prazer da infância
E a amargura dos anos.
A ideia do sagrado
No silencio na inocência.
Questões:
- Os parabéns são para o crescimento ou para a diminuição?
- Este ninho de víboras por acaso canta a minha velhice?
- Como crescer se luto contra o meu desaparecimento?
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Apologia
Escravo de sentimentos brutais.
Parentesco místico com os animais.
À espera do Sol que aliviará a noite.
Completo o círculo no altar doente
Das sobrecargas da estrela nascente.
Realidade ou ilusão cósmica?
A maldade de Fílis.
Aristóteles humilhado.
Fábulas indianas.
Proteja-me, Senhor.
Desculpe a falta de fé.
A angústia me domina.
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