sexta-feira, 28 de março de 2014

O contrário de Tudo

Qual é o contrário do Tudo?
Será o Nada? Será o Único?
Dez ou zero explicam o mundo?
Quero saber o papel de súdito.

E quando eu aprender ensinarei
O ruído Criador da Voz Melodia.
Restos da rouca Fala que serei
Dentro de outra plana Alegria.

Então chegará choro.
Lânguidas lágrimas.
Sensual Socorro.

Pouco importa a morte.
Despeço a ignorância.
Busco ter um Norte.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Senhora razão

Mãos ao alto, senhora razão.
Na vida é preciso imaginar
E sentir os dados ao chão,
Ouvidos no esporro do sonhar.

Outra vez brinca com ilusão.
Entre os negros da aquarela
Engana o branco na escuridão.
Lógica que de laranja amarela.

Tenho um prazo para viver.
O passado matei a paulada.
Encarei a nostalgia armada.

Razão, agora vem me querer?
Fujo porque me parece dada
Demais e eu não quero morrer.