O sol por perto.
Frio por dentro.
Clima sem nexo
Preso ao centro.
Estranha sensação.
Onde está a razão?
Do fundo do coração,
Busca pelo diapasão.
Angústia do vazio.
Inexplicável, sim.
Choro desce macio
Em vácuo de marfim.
sábado, 2 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Acorda
Acorda que te espero.
Fica comigo.
Aguardo seu carinho.
Cansei do destino
Desta manhã sozinho.
Fria é sua carne.
A alma também?
Desejo seu calor.
Você sabe que tem
As doçuras do torpor?
Acorda, acorda.
Venha me abraçar.
Aguardo seus olhos.
Levante para ajudar
A erguer muros nossos.
Fica comigo.
Aguardo seu carinho.
Cansei do destino
Desta manhã sozinho.
Fria é sua carne.
A alma também?
Desejo seu calor.
Você sabe que tem
As doçuras do torpor?
Acorda, acorda.
Venha me abraçar.
Aguardo seus olhos.
Levante para ajudar
A erguer muros nossos.
domingo, 27 de outubro de 2013
Poesia
Bom dia, noite. Como vai você?
Chame-me de querido e me beije.
Aqui fico parado a me aquecer.
Espero a queda do seu leite.
Meus braços, pesados como âncoras.
Os pés doídos prontos para voar.
Músicas no silêncio de sanfonas
Imaginárias a fazer povo corar.
Minha cota de realidade é inútil.
Minha razão trabalhada é fútil.
Abandonei em algum lugar na estrada.
Corri nu em meio ao matagal.
Criei anticorpos contra o mal.
Decorei a hipérbole do nada.
Chame-me de querido e me beije.
Aqui fico parado a me aquecer.
Espero a queda do seu leite.
Meus braços, pesados como âncoras.
Os pés doídos prontos para voar.
Músicas no silêncio de sanfonas
Imaginárias a fazer povo corar.
Minha cota de realidade é inútil.
Minha razão trabalhada é fútil.
Abandonei em algum lugar na estrada.
Corri nu em meio ao matagal.
Criei anticorpos contra o mal.
Decorei a hipérbole do nada.
sábado, 26 de outubro de 2013
O objetivo
Quem me disse para esquecer o ego?
Como abandonar passado e futuro?
Presente ao meio. Produto de cego.
Entre hoje e amanhã ergo um muro.
Entre as paredes me encho de tédio.
A paz espiritual como objetivo.
A graça divina como uma meta.
Mas já esqueci do cruel perigo
À espreita que marca a testa?
Seria este o destino?
Como abandonar passado e futuro?
Presente ao meio. Produto de cego.
Entre hoje e amanhã ergo um muro.
Entre as paredes me encho de tédio.
A paz espiritual como objetivo.
A graça divina como uma meta.
Mas já esqueci do cruel perigo
À espreita que marca a testa?
Seria este o destino?
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Desespero de amor
Está ali na esquina,
Sozinha sob a luz.
Um eco de menina.
Melodia que reluz.
Faça silêncio, tempo.
Observemos essa paz.
Escondidos ao relento
Cantemos sonho eficaz.
Vai, ajude-me a lembrar
Os desesperos do amor,
Para que possa terminar
Impulso que leva à dor.
Quero desistir do sonho.
Escutar raios de razão.
Machuca a maneira como
A beleza me joga no chão.
Sozinha sob a luz.
Um eco de menina.
Melodia que reluz.
Faça silêncio, tempo.
Observemos essa paz.
Escondidos ao relento
Cantemos sonho eficaz.
Vai, ajude-me a lembrar
Os desesperos do amor,
Para que possa terminar
Impulso que leva à dor.
Quero desistir do sonho.
Escutar raios de razão.
Machuca a maneira como
A beleza me joga no chão.
domingo, 20 de outubro de 2013
Dobras
Olhei as dobras do mar
E esperei a vida começar.
Olhei os vazios da areia
Preencherem os vãos da mão.
Olhei a silhueta da sereia
A derramar magia pelo chão.
Sou aquilo que vê e reflete
Aquilo que às vezes se perde.
E esperei a vida começar.
Olhei os vazios da areia
Preencherem os vãos da mão.
Olhei a silhueta da sereia
A derramar magia pelo chão.
Sou aquilo que vê e reflete
Aquilo que às vezes se perde.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Entre a fé e o medo
Entre a fé e o medo
Eu me encontro a sós.
Quem diz que é cedo
Poderá desatar os nós?
Passo batido pelo ar,
Escondido das imagens
Que impedem o respirar.
Alivio-me em viagens.
Cheguei então ao meu ser.
Aqui me como e me bebo.
Não tenho medo de morrer.
A mim já sei que não devo.
Eu me encontro a sós.
Quem diz que é cedo
Poderá desatar os nós?
Passo batido pelo ar,
Escondido das imagens
Que impedem o respirar.
Alivio-me em viagens.
Cheguei então ao meu ser.
Aqui me como e me bebo.
Não tenho medo de morrer.
A mim já sei que não devo.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Guardião da normalidade
Bom senso? Onde consigo?
Do tédio não levanta voz
O guardião da normalidade.
Soldado cru da madura foz.
Elegância? Favor defina.
Educação à mesa? Gestos
Pensados após a sobremesa?
Graça perdida entre restos?
Loucura ressuscita a fé.
Coragem a brigar no luar.
Desordem atrás da razão.
Veneno na ordem do pomar.
Do tédio não levanta voz
O guardião da normalidade.
Soldado cru da madura foz.
Elegância? Favor defina.
Educação à mesa? Gestos
Pensados após a sobremesa?
Graça perdida entre restos?
Loucura ressuscita a fé.
Coragem a brigar no luar.
Desordem atrás da razão.
Veneno na ordem do pomar.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Cruz
Assim como um olhar
Vigoroso no escuro,
Tornando mais suave
O silêncio obscuro;
Suspiro forte o ego
Do chumbo mais oco,
Na espera do momento
Digno de homem louco.
Grito por liberdade.
Clamo por piedade.
Entrego-me a Deus
Com cruz de saudade.
Vigoroso no escuro,
Tornando mais suave
O silêncio obscuro;
Suspiro forte o ego
Do chumbo mais oco,
Na espera do momento
Digno de homem louco.
Grito por liberdade.
Clamo por piedade.
Entrego-me a Deus
Com cruz de saudade.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Ignora
Ignora o mar de ondas em flor?
Chuva sonora de harmonias em cor?
Silêncio estrondoso cai do céu.
Gritam tambores. Viradas ao léu.
Ignora?
Aqui permaneço
Atado ao conforto que mereço.
Ignora as plantações de trigo
Que semeiam sonhos do inimigo?
Feche os olhos e cheire o ar
Cego da expressão a se calar.
Ignora?
Aqui permaneço
Protegido da dor que ofereço.
Chuva sonora de harmonias em cor?
Silêncio estrondoso cai do céu.
Gritam tambores. Viradas ao léu.
Ignora?
Aqui permaneço
Atado ao conforto que mereço.
Ignora as plantações de trigo
Que semeiam sonhos do inimigo?
Feche os olhos e cheire o ar
Cego da expressão a se calar.
Ignora?
Aqui permaneço
Protegido da dor que ofereço.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Metade do que poderia ser
Tímido não. Doce fração.
Metade do que poderia ser
Em frágil massa de ilusão.
Modelo e ousadia de querer.
Acordado em covil desolado,
Penso em paisagens findas.
O solo derretendo o passado
De mil rachaduras infinitas.
Pernas e pés fixos em nuvens.
Voo abatido em tiros de dor.
Minha filosofia em ferrugens
Do ontem, quando existia amor.
Metade do que poderia ser
Em frágil massa de ilusão.
Modelo e ousadia de querer.
Acordado em covil desolado,
Penso em paisagens findas.
O solo derretendo o passado
De mil rachaduras infinitas.
Pernas e pés fixos em nuvens.
Voo abatido em tiros de dor.
Minha filosofia em ferrugens
Do ontem, quando existia amor.
domingo, 29 de setembro de 2013
Que intensa é a terra
Que intensa é a terra. Como difere
Do nada ruim da morte que grita.
Assim meu coração imóvel parece
Saber resolver essa dúvida menina.
Mas sim; ou sou a cidade iluminada
Ou sou um Pessoa mais uniforme.
O corpo é arte de música iluminada
E nada começa em tudo que é nome.
Do nada ruim da morte que grita.
Assim meu coração imóvel parece
Saber resolver essa dúvida menina.
Mas sim; ou sou a cidade iluminada
Ou sou um Pessoa mais uniforme.
O corpo é arte de música iluminada
E nada começa em tudo que é nome.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Música
Eu quero dizer mais.
Ouça
Insultos guardados.
Faltam palavras banais.
Ouça
Sentimentos domados.
Eu sou uma mímica.
Ouça
A rispidez dos gestos.
Eu passo. Você fica.
Ouça
Violência dos olhos.
Ouça
Insultos guardados.
Faltam palavras banais.
Ouça
Sentimentos domados.
Eu sou uma mímica.
Ouça
A rispidez dos gestos.
Eu passo. Você fica.
Ouça
Violência dos olhos.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Não conheço bem meus segredos
Não conheço bem meus segredos.
Toda vida fui constante.
De repente me encontro.
Sempre me encontro no instante.
De pouco existir, poucos segredos.
Cada segredo a seguir medos.
Cada encontro a reforçar o encontro.
Cada memória a destruir a memória.
Distraído ao que penso e sinto,
Fico sozinho contra eles.
Todas as minhas atenções eu minto
Para que não morra nas mãos deles.
Quero minha prometida terra.
Procuro minha prometida terra.
Único, imóvel e sozinho.
Desconheço como viver com.
Toda vida fui constante.
De repente me encontro.
Sempre me encontro no instante.
De pouco existir, poucos segredos.
Cada segredo a seguir medos.
Cada encontro a reforçar o encontro.
Cada memória a destruir a memória.
Distraído ao que penso e sinto,
Fico sozinho contra eles.
Todas as minhas atenções eu minto
Para que não morra nas mãos deles.
Quero minha prometida terra.
Procuro minha prometida terra.
Único, imóvel e sozinho.
Desconheço como viver com.
sábado, 21 de setembro de 2013
Inverso do mundo
Coragem, ousadia e liderança.
Não tenho ainda, mas quero ter.
Aguardo o fim sem esperar muito.
A ideia é não desejar e não temer.
Morte do ego muitas vezes ocorreu.
Morte do ego muitas vezes ocorrerá.
Da minha parte, orgulho domina tudo.
Difícil assassinar o que me sustenta.
Temo substituir o que faz sofrer.
Quase desprezo a frieza da maioridade.
Vou morrer após viver sozinho para mim
E assim ter criado o inverso do mundo.
Não tenho ainda, mas quero ter.
Aguardo o fim sem esperar muito.
A ideia é não desejar e não temer.
Morte do ego muitas vezes ocorreu.
Morte do ego muitas vezes ocorrerá.
Da minha parte, orgulho domina tudo.
Difícil assassinar o que me sustenta.
Temo substituir o que faz sofrer.
Quase desprezo a frieza da maioridade.
Vou morrer após viver sozinho para mim
E assim ter criado o inverso do mundo.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
O livro
O livro possui os horrores do deserto.
As páginas escorrem por entre palavras.
Cavalgo em dunas e afasto o que é certo.
O duvidoso capota sobre frases amadas.
Levanto enérgico os ombros desleixados.
Olhos cansados a buscar o foco no vão.
No meio das arestas métodos deixados
A sonhar a disciplina remendada no chão.
Vibra a oração, filha da inspiração.
Criação santificada de conexão pagã.
Afasta de mim o ar e deixa o grão.
Acalenta este gélido monstro, seu fã.
A paz da ignorância. Pesar do saber.
Quanto mais eu sei, menos posso fazer.
As páginas escorrem por entre palavras.
Cavalgo em dunas e afasto o que é certo.
O duvidoso capota sobre frases amadas.
Levanto enérgico os ombros desleixados.
Olhos cansados a buscar o foco no vão.
No meio das arestas métodos deixados
A sonhar a disciplina remendada no chão.
Vibra a oração, filha da inspiração.
Criação santificada de conexão pagã.
Afasta de mim o ar e deixa o grão.
Acalenta este gélido monstro, seu fã.
A paz da ignorância. Pesar do saber.
Quanto mais eu sei, menos posso fazer.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Índia
Para a frente, calmo e sem parar.
Buzinas a queimar tempo e espaço.
Especiarias e condimentos pelo ar.
Pé atrás e mente a olhar ao lado.
Fico pesado com as leis da Física.
Rodas tentam girar contra o relógio.
Transporte regado à agonia mística.
Fermento avulso de atração e ódio.
Poeira levantada pelo chamado Deus
ou deuses de tão insólita beleza.
Luz entre doces partículas de seus
Lábios a gritar sobre uma tristeza.
Rezo para que de olhos abertos meus
Passados se choquem com uma certeza.
Buzinas a queimar tempo e espaço.
Especiarias e condimentos pelo ar.
Pé atrás e mente a olhar ao lado.
Fico pesado com as leis da Física.
Rodas tentam girar contra o relógio.
Transporte regado à agonia mística.
Fermento avulso de atração e ódio.
Poeira levantada pelo chamado Deus
ou deuses de tão insólita beleza.
Luz entre doces partículas de seus
Lábios a gritar sobre uma tristeza.
Rezo para que de olhos abertos meus
Passados se choquem com uma certeza.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Exagero
Construo os meus dias sobre o paroxismo.
Culto idolátrico do exagero.
Militante da hipérbole.
Vejo o divino no que é mais.
Pela profecia
Sou convencido e denomino
O que de mais milagroso possa me servir.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Temores
Temores inconfessáveis nas redondezas.
Universo sombrio.
Sinceridade pra dentro.
Arremedo de desabafo na boca.
Retiro as minhas máscaras verbais.
Homem realista a fugir de imaginativo desespero,
Cravado em fogo de rancor a cada noite.
Em linguagem direta, uma alma dilacerada.
Ardil psicológico a me roubar de mim.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Periodistas
Não quero ler glórias passadas.
Sadistas, masoquistas, loucos
Sangram doces fantasias amargas.
Golpes dados por cruéis outros.
Violência a curar problemas.
Gorila socador e espancador.
Campos concentrados de doenças
Envoltas em pedigree de amor.
Qual então a ética do trabalho?
Vale mostrar a tal da realidade?
Impressão de pirralho a pirralho.
Eis os distribuidores de autoridade.
Escoteiros honestos em redações.
Anjos caídos privados de decisões.
Sadistas, masoquistas, loucos
Sangram doces fantasias amargas.
Golpes dados por cruéis outros.
Violência a curar problemas.
Gorila socador e espancador.
Campos concentrados de doenças
Envoltas em pedigree de amor.
Qual então a ética do trabalho?
Vale mostrar a tal da realidade?
Impressão de pirralho a pirralho.
Eis os distribuidores de autoridade.
Escoteiros honestos em redações.
Anjos caídos privados de decisões.
domingo, 30 de junho de 2013
Impotência
O desassossego de pensar
É o esquecer de sentir
O que ainda não é pra falar
E o que ainda é demais pra pedir.
Esvazie-se do passado imperfeito
Conjugado por verbos irreais.
Assuma que o “nós” é o meio
E o “eu” parte de memórias frugais.
Impotência viral.
Profusão de perdas.
Ganho reverso.
Manchas no mural.
Multidão de deixas.
Amor perverso.
É o esquecer de sentir
O que ainda não é pra falar
E o que ainda é demais pra pedir.
Esvazie-se do passado imperfeito
Conjugado por verbos irreais.
Assuma que o “nós” é o meio
E o “eu” parte de memórias frugais.
Impotência viral.
Profusão de perdas.
Ganho reverso.
Manchas no mural.
Multidão de deixas.
Amor perverso.
Quadra popular
Se você consegue me sentir
Como sempre te senti,
Não precisaria eu pedir
Para lembrar do que perdi.
Como sempre te senti,
Não precisaria eu pedir
Para lembrar do que perdi.
Sono
Dormi, disperso, e dormir é focar.
Onde sonhei com a calma,
Ouvi que a morte deseja parar
A escuridão que ilumina a alma.
Clara sombra se esconde quando penso
A ilusão desta realidade.
Abro então a boca, respiro e tento
Adentrar a luz que demonstra a idade.
Luz, luz luz, no sono e na morte,
É uma diferente junção de gêmeos
No dia e na noite idênticos no que é forte.
Tudo é mentira, tudo na sua ágil imobilidade
Foge de uma abstração indefinida.
Obviedade ouvida de algo só visto como verdade.
Onde sonhei com a calma,
Ouvi que a morte deseja parar
A escuridão que ilumina a alma.
Clara sombra se esconde quando penso
A ilusão desta realidade.
Abro então a boca, respiro e tento
Adentrar a luz que demonstra a idade.
Luz, luz luz, no sono e na morte,
É uma diferente junção de gêmeos
No dia e na noite idênticos no que é forte.
Tudo é mentira, tudo na sua ágil imobilidade
Foge de uma abstração indefinida.
Obviedade ouvida de algo só visto como verdade.
Destino
Por vinte e três anos, neste vale púrpura,
Fui acordar o meu destino.
Antes, jovem e enérgico da doçura,
Meu corpo se fechará como um espinho.
Em suaves gestos de paz e normalidade,
Sob os meus pés se esfriarão
Vinte e três anos de barulho e fatalidade,
Vinte e três anos de silêncio e razão.
Bendita és pelo sonho doado!
Pelo mal que perdestes do nada!
Pelo ódio que nasceu do lado errado!
Pelos momentos passados com luxúria!
Pela alegria de saber o que serei!
Pela escuridão de entender o que fui!
Fui acordar o meu destino.
Antes, jovem e enérgico da doçura,
Meu corpo se fechará como um espinho.
Em suaves gestos de paz e normalidade,
Sob os meus pés se esfriarão
Vinte e três anos de barulho e fatalidade,
Vinte e três anos de silêncio e razão.
Bendita és pelo sonho doado!
Pelo mal que perdestes do nada!
Pelo ódio que nasceu do lado errado!
Pelos momentos passados com luxúria!
Pela alegria de saber o que serei!
Pela escuridão de entender o que fui!
Alguém independente
Não sou alguém independente.
Independente são as minhas ideias
E minhas ideias são todas sentimentos.
Faço com as mãos e com o tato
E com os olhos e o olfato
O melhor de um abraço.
Ver uma rosa é cheirar e gozar
E amar um anjo é conhecer-lhe na dor.
São em dias de muito frio
Que me sinto satisfeito de tocá-la.
Beijo-lhe sob os lençóis vermelhos
E abro meus olhos inchados.
Do choro desperto da realidade
De uma ilusão e uma mentira.
Independente são as minhas ideias
E minhas ideias são todas sentimentos.
Faço com as mãos e com o tato
E com os olhos e o olfato
O melhor de um abraço.
Ver uma rosa é cheirar e gozar
E amar um anjo é conhecer-lhe na dor.
São em dias de muito frio
Que me sinto satisfeito de tocá-la.
Beijo-lhe sob os lençóis vermelhos
E abro meus olhos inchados.
Do choro desperto da realidade
De uma ilusão e uma mentira.
sábado, 29 de junho de 2013
Da admiração
Existiram braços que afogaram epístolas
E quiseram caminhar
Sobre o chão e seu órgão finito.
Existiram momentos
Em que o continente se descobriu fluido
E escorreu pelas veias.
Pela terra...
Uma rosa sorria.
E quiseram caminhar
Sobre o chão e seu órgão finito.
Existiram momentos
Em que o continente se descobriu fluido
E escorreu pelas veias.
Pela terra...
Uma rosa sorria.
Na cama
Aqui onde termina o ruído
Sou eu,
Uma repulsa, uma retração
Como deseja o áspero vazio
Que expulsa a eternidade impura de pesadelos
Na alegre, muito alegre ausência de pés sem raízes,
Negros e profundos como o prazer,
Negros e profundos como o próprio olhar.
Sou eu,
Uma repulsa, uma retração
Como deseja o áspero vazio
Que expulsa a eternidade impura de pesadelos
Na alegre, muito alegre ausência de pés sem raízes,
Negros e profundos como o prazer,
Negros e profundos como o próprio olhar.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
P.C.
A tela acesa.
(Eu a acendi)
Brilha uma beleza.
Frente ao meu rosto,
Na sala lotada
Junto com o meu pesar,
Jaz sobre a mesa sentada
Um cubo a desnortear.
(Eu a acendi)
Brilha uma beleza.
Frente ao meu rosto,
Na sala lotada
Junto com o meu pesar,
Jaz sobre a mesa sentada
Um cubo a desnortear.
Livrai-me de toda lucidez
Livrai-me de toda lucidez.
Amém de luzes tardias
Desnutridas sob o soprar
O normal e sua flacidez.
Moleza que refém fazias
Do meu pesar a carregar.
Serei o que você me fez
E me tornarei o que querias
Quando este calor passar.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Pompeia
E aquelas mãos modernas de um futuro
Próximo caminham sobre a mata brasileira?
E será o Macunaíma da terra
Na floresta brasileira visto como queira?
Próximo caminham sobre a mata brasileira?
E será o Macunaíma da terra
Na floresta brasileira visto como queira?
E as grades e barreiras das Trevas
Escurecem os cantos de nossas baías?
E foi Pompeia destruída por aqui
Entre essas luminosas areias macias?
Escurecem os cantos de nossas baías?
E foi Pompeia destruída por aqui
Entre essas luminosas areias macias?
Expulse esta porção de fria larva:
Expulse estes alvos de desprezo:
Expulse este peito: ó chão obscuro!
Expulse este veículo de gelo!
Expulse estes alvos de desprezo:
Expulse este peito: ó chão obscuro!
Expulse este veículo de gelo!
Eu vou começar uma batalha mental.
Meu coração deve acordar nos meus pés
Até finalmente destruirmos Pompeia
Na mata e nas areias brasileiras ao invés.
Meu coração deve acordar nos meus pés
Até finalmente destruirmos Pompeia
Na mata e nas areias brasileiras ao invés.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Revelação
Amei mais o que me é diferente,
Expulsei o vírus e destruí a gripe.
Pensei em algumas ideias,
Bruscas, cedo, ao ir ao trabalho.
Recebi recebendo e agarrei agarrando
(Visionário certamente é quem mostra a boca
Em cima do berço). E ao meio-dia
Restos incham-se. Os piores.
Do que sobrou, como sentir uma mulher
E tudo que ela afirma de doçura,
De regências animais, sussurros
De choro, desistência, raiva e ingratidão?
Amei mais a você mesma,
enquanto próxima. Amei tudo.
Inclusive essa flor – vinha rosa e sã -
que se recompôs na pata da imaginação.
Expulsei o vírus e destruí a gripe.
Pensei em algumas ideias,
Bruscas, cedo, ao ir ao trabalho.
Recebi recebendo e agarrei agarrando
(Visionário certamente é quem mostra a boca
Em cima do berço). E ao meio-dia
Restos incham-se. Os piores.
Do que sobrou, como sentir uma mulher
E tudo que ela afirma de doçura,
De regências animais, sussurros
De choro, desistência, raiva e ingratidão?
Amei mais a você mesma,
enquanto próxima. Amei tudo.
Inclusive essa flor – vinha rosa e sã -
que se recompôs na pata da imaginação.
sábado, 22 de junho de 2013
Escravos de ideologia
Li no mural "a mídia nos controla".
Novidade. "Mídia" sempre foi carola.
Mas diga você o que é essa "mídia".
Não é o reflexo de sua opinião vadia?
Agora me diga você o que é um "povo"?
Se não me encaixo eu sou um exilado
Fora de sua nobre concepção de "povo"?
Um "vendido" de pensamento mutilado?
Saúde, educação e segurança pública.
Confie. Todos querem essa República.
O que difere é como se faz a súplica.
Sou o silêncio e você a guerra pudica.
Escravo de ideologia.
Aonde a vaca vai, o boi vai atrás.
Sua alma cai. Subserviência satisfaz.
Aonde a vaca vai, o boi vai atrás.
Sua alma cai. Subserviência satisfaz.
Vamos lá. Junte-se feliz à multidão.
Doce sangue colorido de boa intenção.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Vejo duro golpe por trás da ilusão.
Vejo duro golpe por trás da ilusão.
Vejo duro golpe por trás da ilusão.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Vejo duro golpe por trás da ilusão.
Ódio concentrado na minha opinião.
Ué, não sou vendedor de admiração.
Não nasci ontem. Não nasci em 68.
Por Mao e Sartre só tenho aversão.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Corrupção.. zero. Tolerância.. zero.
Limite atrofiado por gasosa ideologia.
Continuem a caminhar. Seguir a canção
Na direção do novo país terão admissão.
Continuem a acreditar na cru revolução.
Sai a democracia e entra a... aflição.
O autoritarismo sorri neste diapasão.
Moi? Je veux rester calme à la maison.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Na inércia busco outro modo de ação.
Na inércia busco outro modo de gritar.
Na inércia busco outro modo de amar.
Quero ver me dizer que estou errado,
Quando não acredito em tudo quebrar.
Fico aqui a quebrar minhas ideias
Para branco mural de vazias plateias.
Bom saber quando é a hora de perder.
O momento saudável para retroceder.
De violência só quero a minha mente,
Poço de pesadelos do que é o saber.
Informações lutam por lugar ao foco.
Torço para ter a sóbria razão de poder
Ter a calma diante de falas imbecis
A reclamar calma diante do que é PT.
O Cacete a calma diante do que é PT.
Não quero calma por desmandos do PT.
Cansei de calma junto à ditadura PT.
Mas que se dane calma frente ao PT.
Não suporto mais calma frente ao PT.
Então por isso vamos todos à destruição?
Declarar lealdade ao pecado de exceder?
Esquecer beleza do particular transcender?
É tudo o que eu mais precisava entender.
Novidade. "Mídia" sempre foi carola.
Mas diga você o que é essa "mídia".
Não é o reflexo de sua opinião vadia?
Agora me diga você o que é um "povo"?
Se não me encaixo eu sou um exilado
Fora de sua nobre concepção de "povo"?
Um "vendido" de pensamento mutilado?
Saúde, educação e segurança pública.
Confie. Todos querem essa República.
O que difere é como se faz a súplica.
Sou o silêncio e você a guerra pudica.
Escravo de ideologia.
Aonde a vaca vai, o boi vai atrás.
Sua alma cai. Subserviência satisfaz.
Aonde a vaca vai, o boi vai atrás.
Sua alma cai. Subserviência satisfaz.
Vamos lá. Junte-se feliz à multidão.
Doce sangue colorido de boa intenção.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Vejo duro golpe por trás da ilusão.
Vejo duro golpe por trás da ilusão.
Vejo duro golpe por trás da ilusão.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Vejo duro golpe por trás da ilusão.
Ódio concentrado na minha opinião.
Ué, não sou vendedor de admiração.
Não nasci ontem. Não nasci em 68.
Por Mao e Sartre só tenho aversão.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Corrupção.. zero. Tolerância.. zero.
Limite atrofiado por gasosa ideologia.
Continuem a caminhar. Seguir a canção
Na direção do novo país terão admissão.
Continuem a acreditar na cru revolução.
Sai a democracia e entra a... aflição.
O autoritarismo sorri neste diapasão.
Moi? Je veux rester calme à la maison.
Sejamos doces escravos de ideologia.
Na inércia busco outro modo de ação.
Na inércia busco outro modo de gritar.
Na inércia busco outro modo de amar.
Quero ver me dizer que estou errado,
Quando não acredito em tudo quebrar.
Fico aqui a quebrar minhas ideias
Para branco mural de vazias plateias.
Bom saber quando é a hora de perder.
O momento saudável para retroceder.
De violência só quero a minha mente,
Poço de pesadelos do que é o saber.
Informações lutam por lugar ao foco.
Torço para ter a sóbria razão de poder
Ter a calma diante de falas imbecis
A reclamar calma diante do que é PT.
O Cacete a calma diante do que é PT.
Não quero calma por desmandos do PT.
Cansei de calma junto à ditadura PT.
Mas que se dane calma frente ao PT.
Não suporto mais calma frente ao PT.
Então por isso vamos todos à destruição?
Declarar lealdade ao pecado de exceder?
Esquecer beleza do particular transcender?
É tudo o que eu mais precisava entender.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Saudade do que vem
Amanhã é consequência do hoje.
Agora nada. Depois menos viver.
Em ansiedade vejo vazio futuro
De ausência do que poderia ser.
Não dá para voltar ao passado.
Erros a arranhar a consciência.
A espetar os nervos do meu sono
Até morrerem em vã resiliência.
Desistir? O que será decisão
Ante a fé de querer persistir
No que me faz poder acreditar
No mar de risos que é existir?
Agora nada. Depois menos viver.
Em ansiedade vejo vazio futuro
De ausência do que poderia ser.
Não dá para voltar ao passado.
Erros a arranhar a consciência.
A espetar os nervos do meu sono
Até morrerem em vã resiliência.
Desistir? O que será decisão
Ante a fé de querer persistir
No que me faz poder acreditar
No mar de risos que é existir?
terça-feira, 23 de abril de 2013
De morrer
Deste mundo não se espera nada.
Filosofia da ansiedade dos dias.
Que esperar da humanidade fadada
Ao mal essencial às tolas manias?
Então surge risonha alma de tudo.
Linda de morrer. Sombras a temer.
Somem as lágrimas de um bobo mudo.
Luz nasce entre nuvens a se perder.
Hipertensão que extravasa nervosismo.
Medo de decepcionar e de vir a perder.
Coragem que esqueci em ostracismo.
Uma mulher enfim quebra o meu querer.
Palavras se abraçam em ousados sinais.
Uma paixão que navega longe do sofrer.
domingo, 17 de março de 2013
Frio Verão
Frio Verão, respirar incessante da brasa.
Você, de onde e por onde as areias clareiam
E aparecem, como espíritos longe de casa.
Amarelas, escuras, pálidas, mapeiam
Multidões porosas de detalhes; frio
Sonolento em que calor gorjeiam.
Sementes vaporosas flutuam em fastio,
Cada uma em direção ao túmulo de destino,
Até o Outono esvanecer para dar seu pio.
Sob o Sol sonha o materialista menino
(Guia de ideias máquinas sobre o ar)
Com manuais ideais de mundo pretendido.
Frio calor, raios se espalham pelo mar;
Dúbio frescor; querido, querido.
Você, de onde e por onde as areias clareiam
E aparecem, como espíritos longe de casa.
Amarelas, escuras, pálidas, mapeiam
Multidões porosas de detalhes; frio
Sonolento em que calor gorjeiam.
Sementes vaporosas flutuam em fastio,
Cada uma em direção ao túmulo de destino,
Até o Outono esvanecer para dar seu pio.
Sob o Sol sonha o materialista menino
(Guia de ideias máquinas sobre o ar)
Com manuais ideais de mundo pretendido.
Frio calor, raios se espalham pelo mar;
Dúbio frescor; querido, querido.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Creio
Amor e medo, paixões infantis
Discretamente expostas.
Admirem, multidão infeliz
A aspereza das minhas costas.
Mas ela diz, "esqueça a dor.
Precisamos muito do amor.
Desejamos esquecer o ardor
Para encontrar o sono acolhedor".
Então ele diz, "A calma,
Embora seja muito apreciada,
Não satisfaz a minha alma
Ignorante de ser calada".
Não desejo amor, calma ou medo.
Das emoções eu tenho receio.
Para a razão não retrocedo.
Somente no divino Creio.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O passado se vai
A saudade transborda.
Frutos de negras árvores
Que jamais floresceram.
Obsessões e indagações
De uma mente a sentir
Falta de carência.
O oásis nos arredores
Da cidade é uma vida
Que leva à morte.
A paixão entre brigas
Sufoca, enforca, asfixia
E verte sangue.
Cinza noite de lua
Em roxa vegetação
De uma raiva azul.
Derretem-se os olhos da
Facínora em gritos
No caminho para casa.
Brasa da riqueza
De entregar o corpo
Para outra.
Surpreso com o
Esquecimento dos dias
Que desfalecem.
Na morte, a mulher
É do último marido.
O passado se vai.
O chão tremula
Como asa.
Nasce um segredo.
Frutos de negras árvores
Que jamais floresceram.
Obsessões e indagações
De uma mente a sentir
Falta de carência.
O oásis nos arredores
Da cidade é uma vida
Que leva à morte.
A paixão entre brigas
Sufoca, enforca, asfixia
E verte sangue.
Cinza noite de lua
Em roxa vegetação
De uma raiva azul.
Derretem-se os olhos da
Facínora em gritos
No caminho para casa.
Brasa da riqueza
De entregar o corpo
Para outra.
Surpreso com o
Esquecimento dos dias
Que desfalecem.
Na morte, a mulher
É do último marido.
O passado se vai.
O chão tremula
Como asa.
Nasce um segredo.
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