De sua pelagem morena e negra
Carinho tão intenso se desprende
Que fiquei atormentado somente
Por ter cuidado pouco e menos.
É amor que à casa invade;
Julga, lambe e leva a sério
Cada detalhe do seu hemisfério,
Quem sabe se é anjo ou divindade?
Quando o cachorro que amo,
Como um raio puxa-me o olhar,
Fazendo-o cruelmente voltar
E eu sinto dentro de mim mesmo,
Percebo apaixonadamente
O gelo de suas garras pálidas.
Escuros olhos, vivas íris
Que me machucam fixamente.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Poema para sete cordas
Trace uma linha reta e siga.
Confie no equilíbrio da mente.
Só não esqueça dos desvios
E das dissonâncias do caminho.
Neste teatro dos ritmos eterno
Cantaremos alto da galeria.
No palco, a condução suprema
Do maestro dos nossos dias.
Se você fosse outra pessoa,
Em outra época, talvez fosse
Fuzilado, enforcado, espancado,
Guilhotinado ou torturado.
Então olhe para fora e veja
Que vai chover.
Vai fazer frio.
Não se proteja.
Confie no equilíbrio da mente.
Só não esqueça dos desvios
E das dissonâncias do caminho.
Neste teatro dos ritmos eterno
Cantaremos alto da galeria.
No palco, a condução suprema
Do maestro dos nossos dias.
Se você fosse outra pessoa,
Em outra época, talvez fosse
Fuzilado, enforcado, espancado,
Guilhotinado ou torturado.
Então olhe para fora e veja
Que vai chover.
Vai fazer frio.
Não se proteja.
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