quarta-feira, 25 de março de 2015

Escrever

Este segundo é a raiz do destino.
Minuto a se guardar em alma pura.
Do berço o corpo cai em sepultura. 
Medo conservador ou ócio libertino?

Em ocupações a minha mente vaga
Pelas estradas do ócio em meu Ser.
Na mala, as ideias expostas da carga
Balançam e chamam o espírito a ver.

Às minhas filosofias fico impassível.
Refém das chances do atingível.
Cru assassinato do mundo sombrio.

No papel, as chances do que é crível.
As possibilidades de razão do temível.
O fim do espaço branco em ideal luzidio.

domingo, 22 de março de 2015

Voamos

Dias ensolarados. Medo chuvoso.
Coragem reticente em corpo idoso.
As ruínas das nuvens vou tapando
E os ramos de calor vou abraçando.
Entre os sorrisos, entre os corações,
Gritamos o silêncio cru de refrões.
As aves com os olhos vou tapando
E com meu corpo sigo abraçando
As penas que me choram com ardor.
Juntos voamos sobre asas de pudor.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Passados amados

Passados amados

É injusto e incorreto, em dias enérgicos,
Respirar junto ao gelo que derrete ou
Das memórias esquecidas a sumirem
Lá longe, à visão do vento a ver o que sou.

Alguém com a senha do mundo?
Nunca vi algo tão parecido com
O descanso torto à sombra perdida.
É bem possível o mergulho profundo.

Ou avançamos ou ficamos presos aqui.
Estou te perdendo para as estrelas.
Luzes em debates cruéis e largados.

Negros reflexos de minha personalidade.
Obstáculos ultrapassados com doce força
Em um recomeço de passados amados.