terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O passado se vai

A saudade transborda.
Frutos de negras árvores
Que jamais floresceram.
Obsessões e indagações
De uma mente a sentir
Falta de carência.

O oásis nos arredores
Da cidade é uma vida
Que leva à morte.

A paixão entre brigas
Sufoca, enforca, asfixia
E verte sangue.

Cinza noite de lua
Em roxa vegetação
De uma raiva azul.

Derretem-se os olhos da
Facínora em gritos
No caminho para casa.

Brasa da riqueza
De entregar o corpo
Para outra.

Surpreso com o
Esquecimento dos dias
Que desfalecem.

Na morte, a mulher
É do último marido.
O passado se vai.

O chão tremula
Como asa.
Nasce um segredo.