Frio Verão, respirar incessante da brasa.
Você, de onde e por onde as areias clareiam
E aparecem, como espíritos longe de casa.
Amarelas, escuras, pálidas, mapeiam
Multidões porosas de detalhes; frio
Sonolento em que calor gorjeiam.
Sementes vaporosas flutuam em fastio,
Cada uma em direção ao túmulo de destino,
Até o Outono esvanecer para dar seu pio.
Sob o Sol sonha o materialista menino
(Guia de ideias máquinas sobre o ar)
Com manuais ideais de mundo pretendido.
Frio calor, raios se espalham pelo mar;
Dúbio frescor; querido, querido.
domingo, 17 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Creio
Amor e medo, paixões infantis
Discretamente expostas.
Admirem, multidão infeliz
A aspereza das minhas costas.
Mas ela diz, "esqueça a dor.
Precisamos muito do amor.
Desejamos esquecer o ardor
Para encontrar o sono acolhedor".
Então ele diz, "A calma,
Embora seja muito apreciada,
Não satisfaz a minha alma
Ignorante de ser calada".
Não desejo amor, calma ou medo.
Das emoções eu tenho receio.
Para a razão não retrocedo.
Somente no divino Creio.
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