Acorda que te espero.
Fica comigo.
Aguardo seu carinho.
Cansei do destino
Desta manhã sozinho.
Fria é sua carne.
A alma também?
Desejo seu calor.
Você sabe que tem
As doçuras do torpor?
Acorda, acorda.
Venha me abraçar.
Aguardo seus olhos.
Levante para ajudar
A erguer muros nossos.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
Poesia
Bom dia, noite. Como vai você?
Chame-me de querido e me beije.
Aqui fico parado a me aquecer.
Espero a queda do seu leite.
Meus braços, pesados como âncoras.
Os pés doídos prontos para voar.
Músicas no silêncio de sanfonas
Imaginárias a fazer povo corar.
Minha cota de realidade é inútil.
Minha razão trabalhada é fútil.
Abandonei em algum lugar na estrada.
Corri nu em meio ao matagal.
Criei anticorpos contra o mal.
Decorei a hipérbole do nada.
Chame-me de querido e me beije.
Aqui fico parado a me aquecer.
Espero a queda do seu leite.
Meus braços, pesados como âncoras.
Os pés doídos prontos para voar.
Músicas no silêncio de sanfonas
Imaginárias a fazer povo corar.
Minha cota de realidade é inútil.
Minha razão trabalhada é fútil.
Abandonei em algum lugar na estrada.
Corri nu em meio ao matagal.
Criei anticorpos contra o mal.
Decorei a hipérbole do nada.
sábado, 26 de outubro de 2013
O objetivo
Quem me disse para esquecer o ego?
Como abandonar passado e futuro?
Presente ao meio. Produto de cego.
Entre hoje e amanhã ergo um muro.
Entre as paredes me encho de tédio.
A paz espiritual como objetivo.
A graça divina como uma meta.
Mas já esqueci do cruel perigo
À espreita que marca a testa?
Seria este o destino?
Como abandonar passado e futuro?
Presente ao meio. Produto de cego.
Entre hoje e amanhã ergo um muro.
Entre as paredes me encho de tédio.
A paz espiritual como objetivo.
A graça divina como uma meta.
Mas já esqueci do cruel perigo
À espreita que marca a testa?
Seria este o destino?
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Desespero de amor
Está ali na esquina,
Sozinha sob a luz.
Um eco de menina.
Melodia que reluz.
Faça silêncio, tempo.
Observemos essa paz.
Escondidos ao relento
Cantemos sonho eficaz.
Vai, ajude-me a lembrar
Os desesperos do amor,
Para que possa terminar
Impulso que leva à dor.
Quero desistir do sonho.
Escutar raios de razão.
Machuca a maneira como
A beleza me joga no chão.
Sozinha sob a luz.
Um eco de menina.
Melodia que reluz.
Faça silêncio, tempo.
Observemos essa paz.
Escondidos ao relento
Cantemos sonho eficaz.
Vai, ajude-me a lembrar
Os desesperos do amor,
Para que possa terminar
Impulso que leva à dor.
Quero desistir do sonho.
Escutar raios de razão.
Machuca a maneira como
A beleza me joga no chão.
domingo, 20 de outubro de 2013
Dobras
Olhei as dobras do mar
E esperei a vida começar.
Olhei os vazios da areia
Preencherem os vãos da mão.
Olhei a silhueta da sereia
A derramar magia pelo chão.
Sou aquilo que vê e reflete
Aquilo que às vezes se perde.
E esperei a vida começar.
Olhei os vazios da areia
Preencherem os vãos da mão.
Olhei a silhueta da sereia
A derramar magia pelo chão.
Sou aquilo que vê e reflete
Aquilo que às vezes se perde.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Entre a fé e o medo
Entre a fé e o medo
Eu me encontro a sós.
Quem diz que é cedo
Poderá desatar os nós?
Passo batido pelo ar,
Escondido das imagens
Que impedem o respirar.
Alivio-me em viagens.
Cheguei então ao meu ser.
Aqui me como e me bebo.
Não tenho medo de morrer.
A mim já sei que não devo.
Eu me encontro a sós.
Quem diz que é cedo
Poderá desatar os nós?
Passo batido pelo ar,
Escondido das imagens
Que impedem o respirar.
Alivio-me em viagens.
Cheguei então ao meu ser.
Aqui me como e me bebo.
Não tenho medo de morrer.
A mim já sei que não devo.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Guardião da normalidade
Bom senso? Onde consigo?
Do tédio não levanta voz
O guardião da normalidade.
Soldado cru da madura foz.
Elegância? Favor defina.
Educação à mesa? Gestos
Pensados após a sobremesa?
Graça perdida entre restos?
Loucura ressuscita a fé.
Coragem a brigar no luar.
Desordem atrás da razão.
Veneno na ordem do pomar.
Do tédio não levanta voz
O guardião da normalidade.
Soldado cru da madura foz.
Elegância? Favor defina.
Educação à mesa? Gestos
Pensados após a sobremesa?
Graça perdida entre restos?
Loucura ressuscita a fé.
Coragem a brigar no luar.
Desordem atrás da razão.
Veneno na ordem do pomar.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Cruz
Assim como um olhar
Vigoroso no escuro,
Tornando mais suave
O silêncio obscuro;
Suspiro forte o ego
Do chumbo mais oco,
Na espera do momento
Digno de homem louco.
Grito por liberdade.
Clamo por piedade.
Entrego-me a Deus
Com cruz de saudade.
Vigoroso no escuro,
Tornando mais suave
O silêncio obscuro;
Suspiro forte o ego
Do chumbo mais oco,
Na espera do momento
Digno de homem louco.
Grito por liberdade.
Clamo por piedade.
Entrego-me a Deus
Com cruz de saudade.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Ignora
Ignora o mar de ondas em flor?
Chuva sonora de harmonias em cor?
Silêncio estrondoso cai do céu.
Gritam tambores. Viradas ao léu.
Ignora?
Aqui permaneço
Atado ao conforto que mereço.
Ignora as plantações de trigo
Que semeiam sonhos do inimigo?
Feche os olhos e cheire o ar
Cego da expressão a se calar.
Ignora?
Aqui permaneço
Protegido da dor que ofereço.
Chuva sonora de harmonias em cor?
Silêncio estrondoso cai do céu.
Gritam tambores. Viradas ao léu.
Ignora?
Aqui permaneço
Atado ao conforto que mereço.
Ignora as plantações de trigo
Que semeiam sonhos do inimigo?
Feche os olhos e cheire o ar
Cego da expressão a se calar.
Ignora?
Aqui permaneço
Protegido da dor que ofereço.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Metade do que poderia ser
Tímido não. Doce fração.
Metade do que poderia ser
Em frágil massa de ilusão.
Modelo e ousadia de querer.
Acordado em covil desolado,
Penso em paisagens findas.
O solo derretendo o passado
De mil rachaduras infinitas.
Pernas e pés fixos em nuvens.
Voo abatido em tiros de dor.
Minha filosofia em ferrugens
Do ontem, quando existia amor.
Metade do que poderia ser
Em frágil massa de ilusão.
Modelo e ousadia de querer.
Acordado em covil desolado,
Penso em paisagens findas.
O solo derretendo o passado
De mil rachaduras infinitas.
Pernas e pés fixos em nuvens.
Voo abatido em tiros de dor.
Minha filosofia em ferrugens
Do ontem, quando existia amor.
Assinar:
Postagens (Atom)