Vejo nas esquinas da liberdade
Animais a enfrentar medos e ideias.
Terra arrasada de sementes.
Confusão.
Queda de energia.
Forças em colisão pela criação.
Esperança que não cede às dificuldades.
Minhas asas se abrem para o salto,
Ergue palácios de sonhos e
Acorda os sons que ruminam.
Paz! Vejam as feridas da paz!
Um dia o silêncio reinará.
Meu coração recriará os sorrisos.
Os olhos saltarão para fora do espaço.
O início do tempo.
sábado, 18 de julho de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
O futuro
Bom Anjo. Fino, cru e brutal.
Peço só que nos livre do mal.
Neste espaço em que vivemos
É grande o vácuo e tememos
O tédio abrasador das semanas.
O que está longe não
alcançaPeço só que nos livre do mal.
Neste espaço em que vivemos
É grande o vácuo e tememos
O tédio abrasador das semanas.
A vista. Um oceano ao atlântico
Costeiro das lembranças do rio
A correr pelo domínio do coração.
Sem descrição. Com uma oração
Que possa agradecer a Criação.
Tão grande a presente...
Tão grande o futuro...
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Verão
Vai baixa na terra a estrela do Verão.
Imagino-me no limiar do calor em vão.
Dorme por ágeis concretos o fatal
Que leva ao fim. Falta do ar moral.
Hoje ressurjo, vejo as folhas pela cidade
E vejo nos rostos o suor das essências.
Eu já me sinto a explicar a fé da cidade
Em roseiras de água, perfumes de essências.
Isso para mim é alegria e calma a derreter.
Renascer.
Imagino-me no limiar do calor em vão.
Dorme por ágeis concretos o fatal
Que leva ao fim. Falta do ar moral.
Hoje ressurjo, vejo as folhas pela cidade
E vejo nos rostos o suor das essências.
Eu já me sinto a explicar a fé da cidade
Em roseiras de água, perfumes de essências.
Isso para mim é alegria e calma a derreter.
Renascer.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Livre no mundo
Livre no mundo. Dos mares o lar.
Preso a mudanças em orfandade
Incomodo e grito para atormentar
A falsidade da cruel fraternidade.
Nova vida sobre o chão. Admirável
Caminhar sobre as luzes do olhar.
Alegria medrosa apenas comparável
À migração etérea de um doce lugar.
Um átomo inercial sem esperar o raio.
Em catarse o caminho some o espaço.
Vivo espero explodir em suave desmaio
As amarras que me sufocam sob o laço.
Sufoco a sobrevivência do respiro fatal.
Agonizo à espera da vida e sinais vitais
Gritam os sons do socorro da Mão final.
Silenciar-me próximo à da Glória? Jamais.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Apenas na Cruz
Apenas na Cruz encontro esplendor.
Revelo o coração e o pecado secreto.
Mergulhado no chão olho para o teto.
No vale das lágrimas minha suave flor.
Conservo rezas por honrar a fé “antiga”.
Na frieza de monastérios brilha ardente
Luz aos olhos da alma. Céu que abriga
Os escapes dos desvarios rumo à mente.
De joelhos no chão e o terço de cristal
Na mão, ou oração em cordão de metal,
Em silêncio imploro pelo trovão brutal
A me ressuscitar após golpe duro e fatal.
Luzes calorosas me esperam após frias
Ousadias face ao precipício do medo.
Seguranças de dores e fugas fugidias.
Remorso tardio na esperança do cedo.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Pós-modernismo
A beleza tão odiada está feia.
Ideia sem arte. Criação cheia
De conceitos ensurdecedores.
Entre sujeiras restam as flores.
Saudade afiada do passado mel.
Pintura sonhada elevada ao Céu.
Não precisa seguir o compasso.
O pós-moderno só ocupa espaço.
“Assustar a sociedade". Incivil
Doutrinário de ideia vil. Servil
Escravo de odores horrorosos
Frente a olhares tenebrosos.
Diante de Picasso escultural
O cubo dissolve-se em mortal
Porcaria. Do cheiro podre quem
Sabe o que morre e o que vem?
sábado, 4 de abril de 2015
Movimento
Parado aqui à espera de escutar
O vento que me abraça ao pairar
Sobre minha alma crua e imatura.
O ócio me ofende, mas a procura,
Golpe de melancolia e pobreza,
Enche meus dias de crua beleza.
Não me permito cair em melancolia.
O movimento do corpo à fé: alegoria.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Escrever
Este segundo é a raiz do destino.
Minuto a se guardar em alma pura.
Do berço o corpo cai em sepultura.
Medo conservador ou ócio libertino?
Em ocupações a minha mente vaga
Pelas estradas do ócio em meu Ser.
Na mala, as ideias expostas da carga
Balançam e chamam o espírito a ver.
Às minhas filosofias fico impassível.
Refém das chances do atingível.
Cru assassinato do mundo sombrio.
No papel, as chances do que é crível.
As possibilidades de razão do temível.
O fim do espaço branco em ideal luzidio.
domingo, 22 de março de 2015
Voamos
Dias ensolarados. Medo chuvoso.
Coragem reticente em corpo idoso.
As ruínas das nuvens vou tapando
E os ramos de calor vou abraçando.
Entre os sorrisos, entre os corações,
Gritamos o silêncio cru de refrões.
As aves com os olhos vou tapando
E com meu corpo sigo abraçando
As penas que me choram com ardor.
Juntos voamos sobre asas de pudor.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Passados amados
Passados amados
É injusto e incorreto, em dias enérgicos,
Respirar junto ao gelo que derrete ou
Das memórias esquecidas a sumirem
Lá longe, à visão do vento a ver o que sou.
Alguém com a senha do mundo?
Nunca vi algo tão parecido com
O descanso torto à sombra perdida.
É bem possível o mergulho profundo.
Ou avançamos ou ficamos presos aqui.
Estou te perdendo para as estrelas.
Luzes em debates cruéis e largados.
Negros reflexos de minha personalidade.
Obstáculos ultrapassados com doce força
Em um recomeço de passados amados.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Monstros
Eu sempre encontrei monstros
E é contra eles que luto a encontrar
O meu corpo abandonado como
Ovelha entre a sombra e a luz.
Sinto o vento e a estrela
Navegarem em meu rosto,
Mar de feições expostas
Ao pranto divino do mundo.
Fico triste com o nascer
Da realidade em guerra
Ao calor do meu tigre
Em chamas sob a janela.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Privacidade
Onde está a minha privacidade?
Não pedi para conversar e olhar.
Quero o meu espaço nesta cidade
Sem ter de contar os detalhes do ar.
Minha leitura é exercício solitário.
A dor da exclusão pela imaginação.
Tenho vontade de rasgar o atalho
Que me acorda e me leva à ação.
Nas calhas da inércia eu durmo
E mantenho entretido o sonho.
Um comboio de estrelas ilumina
O altar das sombras do sono.
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