Livre da minha classe e das ideias,
Fico de preto na branca casa.
Felicidades e pensamentos voam.
Fujo para a saúde?
Devo, armado, acalmar-me?
Boca suja na gaita da ponte:
Sim, o espaço e a vazia injustiça.
O espaço é feito de balas, livros, móveis e cores.
O nobre espaço, o nobre poeta.
Seguem em diferentes diferenças.
Eu quero dizer que as portas escutam.
Sobre o sangue dos números há letras.
A lua bate nos sãos e os envelhece.
Tudo é tão alegre e nublado.
sábado, 26 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Burra
Eclipse do solo.
Ideia oculta.
Base sem colo.
Pessoa burra.
Ignorância doce.
Vaca da turma.
Se eu não fosse
Este ser horroroso,
Daria-te um coice.
Mas como sou moço
De cruel sinceridade,
Jogo no fundo do poço.
Ideia oculta.
Base sem colo.
Pessoa burra.
Ignorância doce.
Vaca da turma.
Se eu não fosse
Este ser horroroso,
Daria-te um coice.
Mas como sou moço
De cruel sinceridade,
Jogo no fundo do poço.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Ele suja
Ele suja com lixeiras unicolores
E entra juntando novelos,
Ó Rapaz bagunceiro do amanhecer,
Vai na frente e emporcalha os medos.
Conseguiu subir um trapo de negro,
E por aqui um rio de poeira,
No futuro, leiam, segura todo o oeste
Com estes novelos de madeixa.
Já a agitar lixeiras unicolores,
Já a emparelhar sujeira,
Ainda que as estrelas virem piaçabas _
E fica a bagunçar ainda mais.
E entra juntando novelos,
Ó Rapaz bagunceiro do amanhecer,
Vai na frente e emporcalha os medos.
Conseguiu subir um trapo de negro,
E por aqui um rio de poeira,
No futuro, leiam, segura todo o oeste
Com estes novelos de madeixa.
Já a agitar lixeiras unicolores,
Já a emparelhar sujeira,
Ainda que as estrelas virem piaçabas _
E fica a bagunçar ainda mais.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Cara de pau
Dificuldade no apito.
Atrás do fogo amigo.
Treinando com carinho
A bola foge com afinco.
Juiz, um cara de pau,
Atrapalhou esta nau,
Amor em terceiro grau
No jogo contra o mau.
Atrás do fogo amigo.
Treinando com carinho
A bola foge com afinco.
Juiz, um cara de pau,
Atrapalhou esta nau,
Amor em terceiro grau
No jogo contra o mau.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Canção 2011
Brasileirão 2012
Coração 2009
Musicão 1991
Criação 1986
Inspiração 1997
Expiração 2030
Paixão 2010
Aparição 2001
Canção 2011
Coração 2009
Musicão 1991
Criação 1986
Inspiração 1997
Expiração 2030
Paixão 2010
Aparição 2001
Canção 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Sexo
Esperando.
Ela se arruma.
Perfume rosa.
Batom vermelho.
Aguardando.
Novo na turma.
Inocência morta.
Pureza no despejo.
Ela se arruma.
Perfume rosa.
Batom vermelho.
Aguardando.
Novo na turma.
Inocência morta.
Pureza no despejo.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Mim
Egoísmo invadido.
Perda de identidade.
Ausência do eu.
Presidente do só.
Único como formiga.
Presente como ovelha.
Mim.
Meu.
Eu.
Perda de identidade.
Ausência do eu.
Presidente do só.
Único como formiga.
Presente como ovelha.
Mim.
Meu.
Eu.
domingo, 13 de novembro de 2011
Copa forte
Resfriado, coriza.
Nariz Salgado de
Copa forte.
À espera do café.
Neblina dominical.
Amor na manhã.
Somos fortes.
Falsa ocupação
Do morro uivante.
Forte é Copa
E o turismo
Edificante.
Nariz Salgado de
Copa forte.
À espera do café.
Neblina dominical.
Amor na manhã.
Somos fortes.
Falsa ocupação
Do morro uivante.
Forte é Copa
E o turismo
Edificante.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Clara noite
A clara noite escura
Superior à negra luz
Da ternura.
Madeira gotejante.
Barulho grotesco.
Paz rastejante.
Sejamos insetos.
Brisa zumbida
De futuros netos.
Família feliz.
Boa melodia.
O tempo sabe
O quanto eu sofria
Na clara noite escura
Superior à negra luz
Que tudo cura.
Superior à negra luz
Da ternura.
Madeira gotejante.
Barulho grotesco.
Paz rastejante.
Sejamos insetos.
Brisa zumbida
De futuros netos.
Família feliz.
Boa melodia.
O tempo sabe
O quanto eu sofria
Na clara noite escura
Superior à negra luz
Que tudo cura.
sábado, 5 de novembro de 2011
Assassinato
Má inquietude sinto.
Leveza, inércia,
Morte.
Rio de Janeiro.
O sol sorriso
Contra o preto
Branquelo da
Página impressa.
A escrita é a
Arma que uso
Para matar a
Vida.
Leveza, inércia,
Morte.
Rio de Janeiro.
O sol sorriso
Contra o preto
Branquelo da
Página impressa.
A escrita é a
Arma que uso
Para matar a
Vida.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O segredo da prosa
Todos -
Ou mesmo ninguém.
Nem mesmo alguns.
A minoria.
Esta é a festa onde é facultativo
Os próprios matemáticos
Serem todos ou ninguém.
Odeiam -
Mas também odeiam bolo de laranja,
Odeiam elogios e som do lá,
Odeiam um cobertor de lã,
Odeiam pensar no que desejam,
Odeiam dar carinho para animais.
Prosa -
Do que se trata a prosa?
Pouca resposta coerente
Já houve.
Pois eu sei e guardo isso
Para quando for necessário.
Ou mesmo ninguém.
Nem mesmo alguns.
A minoria.
Esta é a festa onde é facultativo
Os próprios matemáticos
Serem todos ou ninguém.
Odeiam -
Mas também odeiam bolo de laranja,
Odeiam elogios e som do lá,
Odeiam um cobertor de lã,
Odeiam pensar no que desejam,
Odeiam dar carinho para animais.
Prosa -
Do que se trata a prosa?
Pouca resposta coerente
Já houve.
Pois eu sei e guardo isso
Para quando for necessário.
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