terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Embaixo de chuva

Embaixo de chuva, a janela que escorre,
A água, o relâmpago, o choro, a lágrima,
Para além do ar que pesa e morre,
Para além da luz e sua descarga cálida.

Nada espírito, alegre e finito,
E como um pássaro na água voe,
Aborva o seu coração de menino
No vapor azedo de um coice.

Avance, avance pela gota
E purifique seu pensamento.
Beba lúcido o que há na folha
Transparente atrás do cimento.

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