Embaixo de chuva, a janela que escorre,
A água, o relâmpago, o choro, a lágrima,
Para além do ar que pesa e morre,
Para além da luz e sua descarga cálida.
Nada espírito, alegre e finito,
E como um pássaro na água voe,
Aborva o seu coração de menino
No vapor azedo de um coice.
Avance, avance pela gota
E purifique seu pensamento.
Beba lúcido o que há na folha
Transparente atrás do cimento.
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