A saudade transborda.
Frutos de negras árvores
Que jamais floresceram.
Obsessões e indagações
De uma mente a sentir
Falta de carência.
O oásis nos arredores
Da cidade é uma vida
Que leva à morte.
A paixão entre brigas
Sufoca, enforca, asfixia
E verte sangue.
Cinza noite de lua
Em roxa vegetação
De uma raiva azul.
Derretem-se os olhos da
Facínora em gritos
No caminho para casa.
Brasa da riqueza
De entregar o corpo
Para outra.
Surpreso com o
Esquecimento dos dias
Que desfalecem.
Na morte, a mulher
É do último marido.
O passado se vai.
O chão tremula
Como asa.
Nasce um segredo.
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