domingo, 17 de março de 2013

Frio Verão

Frio Verão, respirar incessante da brasa.
Você, de onde e por onde as areias clareiam
E aparecem, como espíritos longe de casa.

Amarelas, escuras, pálidas, mapeiam
Multidões porosas de detalhes; frio
Sonolento em que calor gorjeiam.

Sementes vaporosas flutuam em fastio,
Cada uma em direção ao túmulo de destino,
Até o Outono esvanecer para dar seu pio.

Sob o Sol sonha o materialista menino
(Guia de ideias máquinas sobre o ar)
Com manuais ideais de mundo pretendido.

Frio calor, raios se espalham pelo mar;
Dúbio frescor; querido, querido.

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