Quem me disse para esquecer o ego?
Como abandonar passado e futuro?
Presente ao meio. Produto de cego.
Entre hoje e amanhã ergo um muro.
Entre as paredes me encho de tédio.
A paz espiritual como objetivo.
A graça divina como uma meta.
Mas já esqueci do cruel perigo
À espreita que marca a testa?
Seria este o destino?
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