Onde está a minha privacidade?
Não pedi para conversar e olhar.
Quero o meu espaço nesta cidade
Sem ter de contar os detalhes do ar.
Minha leitura é exercício solitário.
A dor da exclusão pela imaginação.
Tenho vontade de rasgar o atalho
Que me acorda e me leva à ação.
Nas calhas da inércia eu durmo
E mantenho entretido o sonho.
Um comboio de estrelas ilumina
O altar das sombras do sono.
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