domingo, 26 de dezembro de 2010

Mar da Solidão

O Mar da Solidão fui visitar
E vi o que já havia notado:
Uma capela de futuros sós,
Como quando eu estava parado.

As ondas de choro não cessavam,
A porta de lágrimas não se abria.
O Mar da Solidão estava revolto
Onde azedo coral feria.

As feridas contaminavam a água
E semeavam o escuro incolor.
Negros peixes em nados ocultos
Atacavam o que restava do amor.

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