Por vinte e três anos, neste vale púrpura,
Fui acordar o meu destino.
Antes, jovem e enérgico da doçura,
Meu corpo se fechará como um espinho.
Em suaves gestos de paz e normalidade,
Sob os meus pés se esfriarão
Vinte e três anos de barulho e fatalidade,
Vinte e três anos de silêncio e razão.
Bendita és pelo sonho doado!
Pelo mal que perdestes do nada!
Pelo ódio que nasceu do lado errado!
Pelos momentos passados com luxúria!
Pela alegria de saber o que serei!
Pela escuridão de entender o que fui!
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