Amanhã é consequência do hoje.
Agora nada. Depois menos viver.
Em ansiedade vejo vazio futuro
De ausência do que poderia ser.
Não dá para voltar ao passado.
Erros a arranhar a consciência.
A espetar os nervos do meu sono
Até morrerem em vã resiliência.
Desistir? O que será decisão
Ante a fé de querer persistir
No que me faz poder acreditar
No mar de risos que é existir?
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