terça-feira, 16 de novembro de 2010

Feira de Rio das Ostras

Sente! o Dinheiro salvou mais uma alma
Em um uma estranha feira de promessas
Por entre as ruas de uma praça destronada.
Lá, as roupas, os alimentos, os porcos e os pombos
Ficam todos a repousar sua descolorida carne.
Suas barracas, tendas e balcões
(balcões que invadem e machucam a passagem)
Desagradam aos olhos do judeu mercador.
A manada pelas luzes pútridas glorificada
Rindo sob os cristais, barulhenta
e inquieta, inimiga dos jardins da paz.

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