segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Há meses

Foi há muitos e muitos meses.
Em dores e odores algumas vezes,
Como sabes, morei por lá,
Junto com quem me fazia amar;
E nada particular alterava
O universal que criava o adorar.

Imaturidade, dependência, impotência,
Em dores e odores algumas vezes.
Mas o sonho era mais que um sonho;
Pois na realidade ela me fazia sonhar
Um sonho que o delírio envaidecido
Atingia o céu e fazia chorar.

Foi o que há muitos e muitos meses,
Em dores e oderes algumas vezes
Um raio partiu do azul, clareando
A sombra do que eu dizia adorar;
E a sua fidalga verdade surgiu,
De longe a me alertar,
Para a sepultura das mentiras
Das dores e odores de amar.

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