Apenas na Cruz encontro esplendor.
Revelo o coração e o pecado secreto.
Mergulhado no chão olho para o teto.
No vale das lágrimas minha suave flor.
Conservo rezas por honrar a fé “antiga”.
Na frieza de monastérios brilha ardente
Luz aos olhos da alma. Céu que abriga
Os escapes dos desvarios rumo à mente.
De joelhos no chão e o terço de cristal
Na mão, ou oração em cordão de metal,
Em silêncio imploro pelo trovão brutal
A me ressuscitar após golpe duro e fatal.
Luzes calorosas me esperam após frias
Ousadias face ao precipício do medo.
Seguranças de dores e fugas fugidias.
Remorso tardio na esperança do cedo.
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