A beleza tão odiada está feia.
Ideia sem arte. Criação cheia
De conceitos ensurdecedores.
Entre sujeiras restam as flores.
Saudade afiada do passado mel.
Pintura sonhada elevada ao Céu.
Não precisa seguir o compasso.
O pós-moderno só ocupa espaço.
“Assustar a sociedade". Incivil
Doutrinário de ideia vil. Servil
Escravo de odores horrorosos
Frente a olhares tenebrosos.
Diante de Picasso escultural
O cubo dissolve-se em mortal
Porcaria. Do cheiro podre quem
Sabe o que morre e o que vem?
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