Livre no mundo. Dos mares o lar.
Preso a mudanças em orfandade
Incomodo e grito para atormentar
A falsidade da cruel fraternidade.
Nova vida sobre o chão. Admirável
Caminhar sobre as luzes do olhar.
Alegria medrosa apenas comparável
À migração etérea de um doce lugar.
Um átomo inercial sem esperar o raio.
Em catarse o caminho some o espaço.
Vivo espero explodir em suave desmaio
As amarras que me sufocam sob o laço.
Sufoco a sobrevivência do respiro fatal.
Agonizo à espera da vida e sinais vitais
Gritam os sons do socorro da Mão final.
Silenciar-me próximo à da Glória? Jamais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário